Conhece a Universidade Livre Feminista?

Como sempre, publicamos aqui sites e fontes de informações interessantes para quem está interessado/a em se aperfeiçoar em estudos de gênero. No Brasil, uma boa opção é a Universidade Livre Feminista. Abaixo, reproduzimos partes do texto que estão publicados nas suas páginas com o objetivo de ajudar a comunidade apecana a conhecer um pouco dessa excelente iniciativa.

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“A Universidade Livre Feminista é um espaço de estudo, reflexão, construção de conhecimento, debates e luta por direitos das mulheres. Nosso objetivo é fortalecer o feminismo e a luta por uma sociedade pós-capitalista e pós-patriarcal, somos radicalmente contra o racismo, contra todo tipo de lesbofobia.”

(…)

“Uma grande quantidade de entidades feministas tem procurado, com muito esforço individual, criar e manter programas de formação e atividades educativas. Apesar da dedicação de várias militantes feministas, os orçamentos exíguos das entidades e movimentos não permitem investimentos em educação de forma a produzir efeitos que promovam impactos significativos e observáveis na qualidade da atuação feminista e na quantidade de pessoas mobilizadas.

Esse reconhecimento fez o Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA elaborar um projeto de organização coletiva de uma instituição que consiga congregar, catalisar e fomentar ações educativas, formativas, de pesquisa e de mobilização criativa no espaço político e organizacional da Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB. Nasceu assim a idea de criação da Universidade Livre Feminista, nos moldes das antigas universidade livres europeias (que também estão sendo retomadas agora em vários países, a exemplo da Espanha), organizadas desde o final do século XIX por movimentos de trabalhadores em luta contra a opressão capitalista (sindicatos e partidos).

Nossa proposta é organizar um espaço político, acadêmico, educacional e institucional, mantido e coordenado pelas próprias feministas que se associarem a este projeto. A Universidade Livre Feminista, nesse contexto, é e será um espaço de ensino-aprendizagem que articula novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) com processos presenciais e tradicionais de educação e mobilização; um ambiente de estímulo à pesquisa e à investigação sobre questões de gênero e feminismo; um repositório de documentos, de livros, vídeos e pesquisas; uma divulgadora e comunicadora de ideias, ações e eventos do movimento feminista e um espaço de articulação de debates, trocas e intercâmbios de conhecimento.”

O que começou a ser feito?

Dessa forma, mesmo sem recursos financeiros e contando somente com o trabalho voluntário de algumas pessoas em Brasília, foi criado um sítio na internet para divulgação da proposta e articulação de entidades para levar a diante o projeto (www.feminismo.org.br e www.feminista.org.br ). Esse sítio, ao mesmo tempo em que reúne notícias e matérias sobre temas de interesse das feministas brasileiras (e latinoamericanas), serve como elemento mobilizador de entidades e militantes. Não à toa recebe atualmente uma média de 1.300 visitas ao dia.

Junto ao sítio de informação e comunicação, a Universidade Livre Feminista tem mantido uma biblioteca, BIBLIOTECA FEMINISTA, com o intuito de conservar e colocar à disposição das feministas textos, documentos, teses acadêmicas, livros e relatório das organizações que mantêm a Universidade e de feministas que colocam ao público suas produções. A Biblioteca foi iniciada como parte do sítio da Universidade, mas seis meses após sua implantação sofreu um “ataque” de crackers que a destruiu e obrigou a se refazer todo o sistema. Atualmente a Biblioteca está sendo refeita no endereço http://www.bibliotecafeminista.org.br e em breve será transformada também em um sistema de indexação de acervos físicos de entidades feministas. A média de visitas a Biblioteca é de 200 por dia, o que resulta em uma coleta de quase 400 arquivos diários.

Com a Biblioteca, foi criada igualmente a a TV Feminista, uma biblioteca de vídeos que devem servir de suporte e estímulo a debates e a programas educativos (curso, rodas de discussão etc.).A TV Feminista reúne produções de entidades brasileiras e pessoas do exterior em português, inglês, castellano, francês e italiano. Atualmente são mais de 4.000 vídeos que são consultados mais de dez mil vezes ao dia e assistidos, na íntegra, por metade desses/dessas consulentes. Só em português há mais de 1.200 vídeos.”

(Fonte: Universidade Livre Feminista)

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Quer saber mais sobre as atividades, cursos e como participar da Universidade Livre Feminista? Acesse: http://www.feminismo.org.br/livre/

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